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De volta ao ponto em que parou
Olívio Dutra deixou clara a forma como vai encarar o candidato do PMDB, o seu principal opositor nas eleições ao Governo do Estado. Vai dizer que a administração de Germano Rigotto fez o Rio Grande do Sul andar na ré do desenvolvimento. Para reverter o que considera como desaceleração do crescimento sócio-econômico gaúcho, o petista vai propor, é claro, a retomada do projeto que implementou entre 1999 e 2002. "Naquele período, crescemos acima da média do país. Por isso temos que retomar o modelo descentralizado e desconcentrado de gestão, dando oportunidades iguais a todos, respeitando todos os municípios como entes federados, independente da orientação política de quem governa nesses municípios", declarou. Para obter êxito com esse plano, Olívio e o PT esperam contar outra vez com aliança de PSB e PCdoB na chamada Frente Popular.
Escrito por José Carlos Ferreira às 18h23
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Que atraso que nada
Uma centena de filiados do PT, de vários municípios do Vale do Rio Pardo, não tiveram qualquer problema em esperar mais de duas horas para ouvir o líder Olívio Dutra. O tempo de atraso do presidente estadual da sigla foi preenchido ao melhor estilo gauchesco, com chimarrão, música, declamações e muito bate-papo. Para quem optou por alguma leitura, havia pilhas de impressos do partido, do Governo Federal e de deputados. Claro que não faltaram os adesivos, bandeiras e camisetas, inclusive uma estampando o que parece ser uma primeira sugestão de slogan da campanha: "Olívio no coração", junto com o desenho de uma mão sinalizando "positivo" e direito até a um bigodão no dedo polegar. É a militância petista tentando sacudir a poeira e dar a volta por cima, depois dos escândalos de 2005.
Escrito por José Carlos Ferreira às 18h10
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Candidaturas ainda nos barracões
Como se fosse uma preparação para o Carnaval, as candidaturas dos partidos da região do Vale do Rio Pardo à Assembléia Legislativa e ao Congresso Nacional continuam guardadas dentro dos barracões – ou das sedes das legendas – a espera do momento certo de irem para as ruas. Sabe-se, no entanto, que vários nomes já estão certos para as disputas de outubro deste ano e de Santa Cruz devem partir diversas opções de votos para os eleitores.
O deputado estadual Telmo Kirst, do PMDB, deve tentar um retorno a Brasília. A deputada federal Kelly Moraes, ao contrário, concorrerá ao Legislativo gaúcho, enquanto seu esposo, o ex-prefeito de Santa Cruz do Sul, Sérgio Moraes, buscará a conquista de uma cadeira na Câmara dos Deputados, ambos pelo PTB. Osmar Severo, do PDT, e Heitor Schuch, do PSB, querem permanecer na Assembléia Legislativa. Do PT, outra vez virá a candidatura do vereador Ari Thessing à Câmara Federal e, também, a novidade do reitor da Universidade de Santa Cruz do Sul, Luiz Augusto Costa a Campis, pleiteando uma vaga no Palácio Farroupilha.
Entre os partidos que sustentam o governo municipal do prefeito José Alberto Wenzel (PSDB), além da tentativa de reeleição do deputado Osmar Severo, haverá a concorrência da vice-prefeita Helena Hermany, do PP, a uma vaga no parlamento gaúcho. Essa candidatura, inclusive, vai determinar mudanças em alguns cargos do Executivo santa-cruzense, como na Secretaria de Desenvolvimento Social, cuja titular, Dejanira Panke, deixará a função para se dedicar à campanha de Helena. A sua substituta natural deverá ser a secretária-executiva da pasta, Terezinha Barreto da Silva.
Ainda da base aliada a Wenzel, o presidente do PFL, Norberto Frantz; os vereadores Rui Baierle e Irton Marx, ambos do PDT; e a ex-secretária municipal da Saúde, Gardênia Goettert, do PPS, também podem figurar como candidatos em outubro. Estranhamente, o PSDB do prefeito é o partido em que menos se percebe algum movimento eleitoral, pois os secretários Wilson Kniphoff da Cruz (Planejamento) e Elton Griebeler (Turismo, Esportes e Lazer), que concorreram em outras ocasiões, não confirmam participação nos pleitos deste ano. Até as convenções partidárias, porém, tudo pode acontecer. Mas, o tempo para pôr o bloco na rua vai passando.
Escrito por José Carlos Ferreira às 15h00
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Olívio e o PT em Santa Cruz
Ex-governador e pré-candidato a retornar ao cargo, Olívio Dutra se reúne com seus correligionários em Santa Cruz do Sul, na tarde deste sábado, dia 18. O encontro petista é na Câmara de Vereadores. Já estava mesmo passando da hora da cidade e a região sentirem um pouco mais o clima eleitoral, que já vem se formando desde o surgimento da crise política no ano passado.
Desta vez, Olívio chega como candidato do consenso entre os petistas, o que deve levar muita gente ao plenário do Legislativo. Vai trazer o discurso da reconstrução de um projeto que se iniciou com a sua vitória em 1998 e que estancou nas disputas internas do PT, na falta de lastro financeiro para vingar os planos para o Estado e na derrota ante a então terceira via representada por Germano Rigotto, do PMDB, em 2002. Sobrará ao PT encontrar o segundo nome da futura chapa, seja entre suas próprias correntes ou em algum dos eventuais partidos aliados. E não será surpresa alguma se essa figura for o ex-ministro da Educação e ex-prefeito de Porto Alegre, Tarso Genro, velho adversário de Olívio nas prévias petistas.
Escrito por José Carlos Ferreira às 17h10
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E em Venâncio Aires...
Que coisa essa Câmara de Venâncio Aires hein! Poupa nas diárias, mas se esbalda nos jetons por reuniões extraordinárias. Mais de dois salários mínimos por minuto! E o vereador que tornou público esse fato é quem vai ser processado por falta de decoro parlamentar? Ainda não vi de tudo.
Escrito por José Carlos Ferreira às 16h33
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Redução do recesso
O Congresso Nacional, em Brasília, e a Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, abriram nesta quarta-feira suas respectivas sessões ordinárias deste ano. Um dos assuntos em destaque no dia, em ambas as casas, foi a redução do recesso parlamentar. O presidente da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo, do PCdoB-SP, comemorou o corte de 90 para 55 dias no período de descanso e a extinção do pagamento por sessões extraordinárias como grandes feitos da última convocação extra dos parlamentares, que custou R$ 95 milhões aos cofres da nação. Se bem que, as novas medidas valerão apenas para a próxima legislatura, que começará em 2007. No parlamento gaúcho, as bancadas partidárias começam a ratificar o apoio ao projeto de consenso entre os 55 deputados, que pretende diminuir de 90 para 50 dias o recesso, proposta que a Mesa Diretora deve colocar em pauta na próxima semana.
A Câmara de Santa Cruz deveria, sim, aproveitar essa onda e adotar um período de trabalho regular maior. Dia desses conversava com o vereador Irton Marx, do PDT, que contou das suas propostas sobre o tema. Uma protocolada no princípio de 2005, tentando diminuir o recesso de 105 para 30 dias. Outra, do corrente ano, que estabelece em 60 dias o período de suspensão das atividades ordinárias, já que a primeira teria recebido o apoio de tão somente um colega do Legislativo. Pelos dois projetos, haveria o fim do pagamento por sessões extraordinárias. Pedi ao Irton, com toda a sinceridade, que retomasse o primeiro plano ou não sustentasse nenhum. Convenhamos, o que os parlamentares (municipais, estaduais e federais) vão fazer com 35, 40 ou 45 dias a mais de labuta pelo povo no período regular?
E não me venham dizer que toda a badalação sobre esse assunto se criou só porque os congressistas querem fazer média com o público em ano de eleições gerais. Há um clamor de parcela significativa das comunidades, de longa data, que exige o fim de institutos como esses, que não combinam com o Brasil de grandes privações pelas quais passa a maioria da sua população. Em Vale do Sol, por exemplo, município de 13 anos, filho de Santa Cruz, a Câmara já nasceu com o período de 30 dias de férias inscrito na Lei Orgânica Municipal. Atuar apenas para os aplausos da clac já não basta mais e quem detém o Poder Público precisa ser objetivo, claro, decisivo e justo em suas ações. Senão, não cola.
Escrito por José Carlos Ferreira às 20h47
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Falta de preparação em casa
Também nesta semana, ouvi um vereador dizer que procurou os cursos em outros municípios porque, por ser o seu primeiro mandato, chegou ao Legislativo despreparado para a função. Certo, já que se tornou parlamentar é melhor que saiba bem o que deve ser feito na Casa. Mas, é lamentável que alguém se disponha a lutar por uma vaga na Câmara, a fim de representar uma comunidade, e não tenha a exata noção do que vai encontrar no trabalho.
O que se percebe em ano de eleição é uma busca frenética dos partidos por candidatos. Muitas siglas não conseguem fechar suas respectivas nominatas com o número máximo de concorrentes que a lei faculta. Algumas apelam para alianças com outras agremiações a fim de entrar no pleito com um, dois, três ou meia dúzia de candidatos. Isso acontece porque os partidos, principalmente no interior do País, não se empenham em preparar seus quadros para as disputas eleitorais. É mais fácil filiar alguém que esteja se destacando na associação de bairro, na comunidade religiosa, no esporte e até mesmo na imprensa, independentemente da pessoa possuir ou não conhecimento sobre a filosofia que orienta o partido.
A maioria dos partidos possui órgãos de estudo e formação política, que deveriam estar permanentemente levando as informações sobre os programas partidários, preparando os filiados para enfrentar eleições e ocupar cargos públicos. Mas não é o que se vê. Os seminários partidários para formação política se concentram nas capitais, o que dificulta o acesso das pessoas do interior do Estado, e os filiados não recebem o devido estímulo para que busquem esse conhecimento junto aos institutos de estudos ligados aos partidos - o que, aliás, inibe a expansão desses órgãos para os diversos municípios. Prova disso é a confissão do nobre vereador, a qual me referi no início desse texto. Uma pena.
Escrito por José Carlos Ferreira às 20h44
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A questão das diárias
O pagamento de diárias a vereadores e funcionários de câmaras municipais entrou no rol das prioridades na agenda de debates da população a partir da revelação da Rede Globo de que edis e assessores parlamentares gaúchos e catarinenses se aproveitavam de congressos e seminários de capacitação técnica para fazer turismo e aumentar indevidamente os seus proventos. O que se evidenciou nessa prática de alguns vereadores e assessores de determinados municípios, se transformou em suspeita ou, no mínimo, dúvida em outros milhares de localidades nesse Brasil afora. Claro que o problema não está na diária em si, legítimo instituto que serve como ressarcimento ao servidor público pelas despesas que este tem ao buscar mais conhecimentos e instrumentos necessários ao desempenho das suas funções ou prestar serviço fora da sede da sua respectiva repartição de trabalho. Em cada lugar, pode-se até questionar se os valores atribuídos às diárias são abusivos ou não. Porém, o fundamental é verificar se as motivações e os resultados práticos da prestação de serviços de cada vereador e cada funcionário público justificam a tomada dos recursos para diárias e cobertura de outras despesas. A Câmara Municipal de Santa Cruz do Sul divulgou, esta semana, o gasto total com o item “diárias” em 2005: R$ 233.526,38. Houve quem gastou mais ou menos do que outros e, inclusive, quem não utilizou um centavo sequer dessa verba. Tem vereador em primeiro mandato que utiliza essa condição como argumento para a participação em vários congressos e seminários em outros municípios, com o intuito de adquirir informações e experiências específicas do trabalho legislativo e do exercício da função pública em seus mais diversos aspectos. Tem vereador veterano que alega ter ido a tais eventos a fim de atualizar-se e ampliar conhecimentos. Alguns, ainda, garantem terem utilizado diárias em missões pela defesa de assuntos locais, como economia, empregos, segurança e transportes; e para conhecer em outras localidades programas nas mais diversas áreas passíveis de serem implementados por aqui. Tudo, claro, dentro da legalidade e à prova das fiscalizações dos órgãos competentes para isso. Ninguém duvida que as ações ocorreram dentro das prerrogativas constitucionais e dos limites previstos na lei orçamentária, e conforme os ritos regimentais do Legislativo. No entanto, não seria mais barato, e de igual proveito, se esses cursos de aperfeiçoamento fossem realizados aqui no próprio município? Há, entre nós, um centro de excelência em produção e transmissão do conhecimento, dos mais reconhecidos no Rio Grande do Sul e fora dele, que se chama Universidade de Santa Cruz do Sul, capaz de prover seminários e eventos similares para os vereadores e assessores parlamentares daqui e também os de outros municípios. A própria União dos Vereadores do RS poderia descentralizar suas atividades e oferecer, aqui, algo como o “Curso Técnico de Estudos Jurídicos Municipais – A organização financeira, administrativa e de pessoal das câmaras municipais de vereadores”, que realizará de 22 a 24 de fevereiro próximos, em Porto Alegre. Inclusive, nesses casos, o comércio da cidade poderia pegar uma carona e obter alguma renda a mais com os visitantes. Enfim, tenho certeza de que, com soluções como essas, as informações seriam compartilhadas por um número maior de vereadores e servidores das câmaras municipais da região, e demais interessados nos assuntos em pauta, e a um custo bem mais razoável para os erários. O mesmo vale em relação à qualificação dos quadros dos outros poderes. Ficam dadas as sugestões.
Escrito por José Carlos Ferreira às 19h38
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