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Blog do Zé Ferreira
 

20 segundos por quatro anos

A três dias da eleição, a pesquisa do Instituto Methodus sobre a intenção de voto dos gaúchos, encomendada pela Revista Voto, colocou o pau de lenha que faltava na fogueira que faltava na sucesso governamental no Rio Grande do Sul. No primeiro turno, quando a mesma empresa apontou a candidata Yeda Crusius como vencedora e o empate técnico entre Olívio Dutra e Germano Rigotto, houve quem a rotulasse de tucana. Agora, quando a diferença de Yeda para Olívio despencou de 25,1 para 6,1 pontos percentuais, multiplicaram-se as mensagens de e-mails de simpatizantes do candidato petista divulgando os dados da última pesquisa.

Mas, nunca é demais lembrar: pesquisa de intenção de votos não é a verdade das urnas. Esta sim, que só se vai conhecer na noite de domingo, merece toda a atenção e credibilidade. Estima-se que cada eleitor levará em torno de 20 segundos para deixar a sua decisão na memória da urna eletrônica. Neste curto espaço de tempo, ele vai ajudar a definir os rumos do Estado e do país pelos próximos quatro anos. A decisão será rápida, mas repleta de condicionantes que se acumularam durante anos de experiências vividas pela sociedade e que se traduzem no momento da escolha e no gesto de votar.

Se der Yeda, o povo gaúcho vai, sim, optar por um novo projeto, como é da tradição eleitoral do Estado. Apesar de ter participado de outros governos, junto com PDT e PMDB, o PSDB tem suas propostas peculiares e a candidata as personifica neste pleito. Se der Olívio, pela primeira vez, os gaúchos vão reconduzir ao Palácio Piratini um plano que já experimentou, entre 1999 e 2002, mas com uma esperança de renovação em relação aquilo que não foi bem executado ou deixou de se realizar naquela época, mas que merece outro voto de confiança.

Enfim, de um ou de outro, o que o Rio Grande espera é seriedade e firmeza no enfrentamento da crise financeira, para recuperar o crescimento estadual e melhorar as condições de vida de todos. Apesar do bate-boca inútil das últimas semanas de campanha, sabe-se que ambos os candidatos têm propostas para isso. E, em 20 segundos, o eleitor vai se definir por um dos dois projetos pelo bem do Estado e do país.



Escrito por José Carlos Ferreira às 13h45
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Na reta final, Lula mantém vantagem nas pesquisas

Quatro pesquisas foram divulgadas ontem. O Methodus ouviu 2.200 pessoas em 50 municípios entre segunda e quarta-feira, com margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou menos. Na pesquisa estimulada, Yeda Crusius (PSDB) tem 49,2% (53,3% dos válidos) das intenções de voto e Olívio Dutra (PT), 43,1% (46,7%). Votos nulos e brancos somam 3,8% e os indecisos são 3,9%. Na espontânea, Yeda tem 47,4% e Olívio, 40,5%, com 8,1% de indecisos e 4,0% de nulos e brancos.

Ainda pelo Methodus, o presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB) tem 48,9% das intenções de voto no Rio Grande do Sul contra 42,8% de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que concorre à reeleição. Pela pesquisa CNT/Sensus, no país, Lula tem 63,2% dos votos válidos e Alckmin, 36,8%. A margem de erro é de 3 pontos percentuais e o Sensus ouviu 2 mil pessoas em 195 municípios entre segunda e quarta-feira. Na Carta Capital/Vox Populi, Lula tem 61% dos válidos e Alckmin, 39%. A margem de erro é 2,2 pontos percentuais e foram feitas 2 mil entrevistas entre segunda e terça-feira em 121 municípios. Pela Globo/Ibope, Lula tem 62% dos válidos e Alckmin, 38%. Foram ouvidas 3.010 pessoas em 202 municípios entre quarta e ontem, com margem de erro de 2 pontos.



Escrito por José Carlos Ferreira às 13h43
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Wenzel reorganiza equipe para poupar

Governar um município não é nada de barbada nos tempos atuais, principalmente quando se começa a raspar os cofres para enfrentar os compromissos. E este último trimestre do ano é prova disso. Em todo o Vale do Rio Pardo, são poucas as prefeituras que não partiram para a adoção do turno único de expediente (que começa nesta segunda-feira em Santa Cruz), a fim de conter diversos gastos, como combustíveis, energia elétrica e materiais do dia-a-dia de serviço.

E nessa onda de contenções, sobra também para o corpo de funcionários tidos como de confiança. Os cortes, claro, acabam afetando também a folha de pagamento e os CCs, junto com estagiários e contratados emergenciais, são cortados pelos governantes para diminuir as despesas.

Em Santa Cruz do Sul, o prefeito José Alberto Wenzel (PSDB) chamou para si a responsabilidade de determinar onde e quem seria exonerado. Resultado, já são quase 20 os cortes de CCs e há quem garanta que esse número possa chegar a 30. Não se sabe o quanto o governo municipal pretende economizar com essa medida, mas que ela está em vigor é fato consumado.

É claro que os que saíram vão fazer falta na movimentação diária da máquina pública, mas a saúde das finanças do município grita mais alto. Teve quem saiu contando com a possibilidade de retornar mais adiante, quando a situação melhorar. Outros, porém, não se conformam em terem sido os escolhidos e se dizem decepcionados.

A mudança mais significativa foi a saída da secretária Dejanira Panke da pasta do Desenvolvimento Social, segundo ela, por problemas particulares. A vice-prefeita Helena Hermany (PP) passou a acumular o cargo na última segunda-feira. Helena preferiria estar mais próxima da circulação das informações sobre todas as áreas do governo, no Paço Municipal, mas topou concentrar maior parte do seu esforço na organização de um setor que domina como poucos. Está instalada em uma sala no Complexo Poliesportivo e Cultural.



Escrito por José Carlos Ferreira às 13h43
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Futura reforma administrativa

O pássaro falador contou que, enquanto adota medidas restritivas de consumo, para não fechar o ano no vermelho com as contas do município, Wenzel trata de arquitetar uma reforma um pouco mais ampla no seu secretariado. A idéia é manter o equilíbrio de participação entre os partidos aliados – PSDB, PP, PFL, PPS e PDT – como está desde o início da gestão, ano passado. Porém, algumas secretarias podem ter novos nomes no comando.

Um deles seria o deputado estadual Osmar Severo, do PDT, que não alcançou a reeleição no último dia 1º de outubro e tem mandato legislativo até 31 de janeiro do ano que vem. Severo desembarcaria na Secretaria Municipal de Obras e Viação, a qual já dirigiu durante o governo de Sérgio Moraes (PTB) e se notabilizou por subir em máquinas durante a realização de alguns trabalhos da Prefeitura.

O certo é que, passada a eleição deste domingo, abre-se a temporada de construção do pleito seguinte, que será o municipal, considerando-se, é claro, o resultados deste ano. E por aí, muita coisa vai se reordenar nos governos e nos legislativos. E Santa Cruz não vai escapar à regra.



Escrito por José Carlos Ferreira às 13h42
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Rápidas

A Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul aprovou na terça-feira, 24, por unanimidade, o Balanço Geral do Estado referente ao exercício de 2005. O Projeto de Decreto Legislativo 7/2006 chegou à sessão plenária com parecer favorável do relator da matéria, deputado Jair Soares (PP), aprovado na Comissão de Finanças, Planejamento, Fiscalização e Controle.

De acordo com o governador Germano Rigotto (PMDB), a aprovação unânime por parte do Legislativo das contas do Executivo "comprova a forma transparente, austera e séria com que este Governo sempre tratou a administração do Estado e a condução das finanças públicas, apesar das incontáveis dificuldades financeiras que enfrentou, agravadas ainda mais por duas sucessivas estiagens, pela política cambial do governo federal que prejudicou as exportações e pelo não-ressarcimento dos créditos de exportações previstos pela Lei Kandir".

Demorou para a militância de sustentação da candidatura de Yeda Crusius acordarem em Santa Cruz do Sul. Enquanto as bandeiras e alto-falantes do PT se multiplicavam nas esquinas e nas portas das empresas e órgãos do Estado, os apoiadores da tucana esperavam um sopro no ouvido para saírem às ruas. Aliás, a movimentação aumentou mesmo depois que o governo Wenzel cortou alguns CCs do Executivo. No começo da semana, ouvi de um tucano que a eleição estava ganha. Parece que esse era o sentimento de outros tantos. Mas a eleição é só no domingo que vem.



Escrito por José Carlos Ferreira às 13h42
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O amargo tema da crise financeira

A crise aguda das finanças do Rio Grande do Sul inspira muitos cuidados quando se vai falar algo sobre ela. Os dois concorrentes ao Palácio Piratini que o digam. A sua origem, evolução e tamanho atual mudam conforme o discurso, mas nem tanto assim. Mas há o consenso de que ela existe e solucioná-lo nem tem sido nem será nada fácil.

Daí as evasivas e lugares comuns de ambos os candidatos ao responderem os questionamentos sobre como enfrentar a grave situação financeira e ampliar os investimentos necessários ao crescimento do Estado. Ora, dizer que a crise se combate com o equilíbrio da receita e da despesa é chover no molhado, e de certa forma até insinuar que os gestores anteriores não se esforçaram nesse sentido. Com ou sem problemas, isso é o mínimo que um administrador sério deve realizar para o seu próprio bem e o de quem dele depende.

Agora, como fazer isso? Olívio Dutra e Yeda Crusius enumeram medidas, todas já exploradas pelos sucessivos governos, como cortes de cargos em comissão, redução de gastos com publicidade e diminuição de viagens. Só falta quantificarem o tamanho da poda em cada item. Nem é preciso ter o próximo orçamento na mão, pois basta tomar o atual como base de cálculo e projeção. Mas ao eleitor não chegam essas informações.

De igual modo, afirmar que para obras e programas de governo serão buscados recursos estaduais, nacionais e internacionais, ou na articulação com os municípios, significa dizer que vai se beber nas mesmas fontes de sempre. A diferença é que a capacidade de contratação de financiamentos pelo Estado está menor a cada ano e os candidatos sequer se arriscam a afirmar com categoria quais as condições reais do Rio Grande do Sul para obter créditos.

Seja como for, os gaúchos vão ter de confiar ou em Olívio ou em Yeda. E diante dessa penúria, também, se solidarizar com o escolhido. Qualquer deles.



Escrito por José Carlos Ferreira às 16h32
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Todos juntos e unidos

A foto aí acima é emblemática. A passagem de Yeda Crusius para o segundo turno da eleição ao Governo do Estado e os apoios que ele angariou desde então criaram em Santa Cruz do Sul uma situação inusitada, porém digna do estado democrático que se pretende que vigore por aqui e em todo o Brasil. Adversários nas disputas municipais em 2004, os partidos das alianças Juntos por Santa Cruz (PSDB, PP, PFL e PPS, aos quais se uniu, mais tarde, o PDT) e Unidos por Santa Cruz (PMDB e PTB) somaram forças para sustentar a candidatura da tucana.

Na visita de Yeda à Oktoberfest, no sábado que passou, representantes de peso de cada sigla: prefeito José Alberto Wenzel e esposa Vera, e deputada estadual eleita Zilá Breitenbach (na foto, à direita, embaixo), do PSDB; casal de deputados eleitos, Sérgio (federal) e Kelly Moraes (estadual), do PTB; deputado federal reeleito Eliseu Padilha, do PMDB; vice-prefeita Helena Hermany e deputado estadual eleito Mano Chenges, do PP; além de líderes e militantes destes e dos demais partidos.

A situação pode ter engasgado alguém, que talvez nem ali estivesse. Mas a ordem foi engolir seco. Ou com chope.



Escrito por José Carlos Ferreira às 16h31
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O fenômeno e os fãs eleitores

A jornalista Manuela D’Ávila é mesmo um fenômeno. Vereadora mais votada de Porto Alegre em 2002, aos 23 anos. Deputada federal eleita pelo PCdoB com o maior número de votos entre os candidatos ao cargo no Rio Grande do Sul em 1º de outubro último, com um total de 271.939 votos, dos quais 610 em Santa Cruz do Sul – a décima colocada na votação do município, sem sequer ter pisado neste solo durante a campanha. Beleza, hein?

No sábado passado, quando visitou a Oktoberfest, Manuela avisou que pretende olhar para esta região a partir de uma proposta conjunta dos governos da União e do Estado, de preferência com os candidatos que defende, Lula e Olívio Dutra, caso vençam as eleições. Um cuidado especial com os jovens, sejam da cidade ou do meio rural, para que todos tenham oportunidade de receber ensino público de qualidade, desde as classes infantis até a universidade, e por aí alcançar o emprego e o desenvolvimento humano.

Depois de falar com imprensa, Manuela acompanhou a comitiva de Olívio Dutra pelo parque. Ao menos tentou. Foram raras as vezes em que não ficou para trás para atender fãs e eleitores, predominantemente jovens e mulheres, com fotos e autógrafos. Festa da alegria.



Escrito por José Carlos Ferreira às 16h29
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Expectativa sobre o debate do segundo quadro

Os candidatos ao Governo do Estado, Yeda Crusius (PSDB) e Olívio Dutra (PT), subiram um pouco o tom das acusações no último debate em televisão, domingo passado, na TVCom, mas se mantiveram tranqüilos em respeitos um com o outro durante todo o tempo. Assim já se comportaram em ocasiões anteriores.

Na terça-feira que vem, dia 24, será a vez do vices deles, Paulo Feijó (PFL) e Jussara Cony (PCdoB), respectivamente debaterem na TVCom, às 21h30min. Ambos de posicionamentos ideológicos contundentes e extremamente antagônicos. Este também é imperdível.



Escrito por José Carlos Ferreira às 16h21
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Rápidas

Por conta dos resultados das eleições proporcionais, já surgem as especulações sobre uma reestruturação no governo do prefeito tucano José Alberto Wenzel. As mudanças ocorreriam só em novembro e há quem diga que vão incluir ocupantes de cargos de confiança em diversos escalões. Daí, nesse mundo de boatos, surgem os mias diversos palpites: 30, 60 e até 80 CCs seriam riscados pela caneta do chefe do Executivo.

O tal adesivo com a mão de quatro dedos do Lula atravessada por uma faixa vermelha é de muito mau gosto mesmo. Mais uma prova do que este colunista vem reiterando durante este período de campanha eleitoral: a falta de criatividade dos produtores de propaganda.

Quer outro exemplo de falta de lucidez, de criatividade e de respeito, como esse do adesivo? A propaganda do PT gaúcho no segundo turno, que explora o fato de Yeda Crusius ser paulista para desconstituir a legitimidade da candidatura da tucana, como se um governante para o Rio Grande só é bom se for gaúcho. Isso é um tremenda de uma imbecilidade da mente de quem não tem preocupação com o civismo e a educação de milhões de pessoas que recebem a mensagem. E beira ao crime, pois induz à xenofobia, coisa que não serve para orgulhar e ninguém e a nenhum povo.

Rede Globo não consegue se entender com a própria grade de programação. Resultado, tentou levar o último debate presidencial para além da data limite do calendário eleitoral. Não levou, agora deve reorganizar suas produções.



Escrito por José Carlos Ferreira às 16h20
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Do bom e do ruim dos debates

Ficou na esperança o desejo de ver um debate centrado na análise dos problemas da nação e com apresentação de possíveis soluções, a partir do ponto de vista de projetos distintos de gestão pública. Aliás, partidos e candidatos, hoje em dia, sequer conseguem definir o que representam como construções políticas, ressalvadas as exceções, é claro. Geraldo Alckmin e Luiz Inácio Lula da Silva perderam a oportunidade de se incluirem nessas exceções e marcar exemplo para a política brasileira.

Isso foi no domingo. No dia seguinte, Olívio Dutra e Yeda Crusius foram bem diferentes, se portaram como adversários maduros e não como feras inimigas. Houve acusações e cobranças de lado a lado, mas não faltou o respeito entre ambos. Olharam para a crise da economia gaúcha, assim como para o clima de insegurança que toma conta de todo o Estado, entre outros temas de relevância no Rio Grande do Sul, e apontaram suas soluções a partir daquilo que propõem os projetos de governo do seus respectivos partidos e apoiadores.

Nos próximos debates, bem que os presidenciáveis poderiam se espelhar na postura dos seus parceiros gaúchos e proporcionar à sociedade um debate decente, do qual se tire proveito não apenas para definir um voto e sim, também, saber a verdadeira face do que e quem governará o país a partir doe 2007.



Escrito por José Carlos Ferreira às 15h42
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Vantagem para Lula e Yeda, por enquanto

Yeda Crusius mais de 30 pontos percentuais à frente de Olívio Dutra. Lula com dez pontos percentuais de vantagem sobre Geraldo Alckmin. Assim se apresentaram as primeiras pesquisas de intenção de voto neste segundo turno das eleições.

Foi o que bastou para surgirem os comentários de que esta segunda etapa já está decidida. É o que também faz transparecer que alguns produtores de propaganda no rádio e na TV são desprovidos de criatividade quando a adversidade se apresenta.

Ora, pesquisa de intenção de voto não é a verdade da votação, que virá daqui a 16 dias. É evidente que alguma ação é necessária para que aquele que está atrás possa reverter o cenário. Porém, isso não se faz com acessos de raiva contra as pesquisas e muito menos com tentativas de desconstrução do adversário através de ataques a sua honra ou ao seu trabalho.

A tática de falar mal do adversário nunca ou pouco funcionou, principalmente entre os gaúchos. No entanto, alguns produtores de propagandas eleitorais ainda não aprenderam essa lição. Talvez consigam, com isso, apenas aumentar ainda mais a distância dos seus candidatos para os líderes das pesquisas e, aí sim, estas coincidam com a verdade das urnas.



Escrito por José Carlos Ferreira às 15h41
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Orçamento de R$ 145 milhões em 2007

Depois de mais de dois meses de atraso, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de Santa Cruz para 2007 foi entregue na quarta-feira, 11, pelo prefeito José Alberto Wenzel (foto) para análise dos vereadores. Pela previsão do Executivo, no ano que vem as receitas somarão R$ R$145.059.124,07. Em 2006, a arrecadação municipal deve fechar, segundo as projeções, em torno dos R$ 136 milhões.

Wenzel justificou o atraso pela indefinição do Governo Federal sobre o repasse das verbas do Fundo Nacional de Desenvolvimento do Ensino Básico (Fundeb), que substitui o Fundo Nacional de Desenvolvimento do Ensino Fundamental (Fundef) a partir do ano que vem. Outro motivo para o retardamento da finalização da LDO foi a negociação que a Procuradoria Geral do Município efetuou com o Poder Judiciário para o par-celamento de precatórios que devem ser pagos em 2007. Aliás, estas duas justificativas já vinham sendo apresentadas no Legislativo pelo líder do governo, Wilson Kniphoff da Cruz, porém sob protestos da oposição.

A LDO é a peça normativa na qual o prefeito expõe o seu plano de aplicação das receitas do município e que serve de base para a lei orçamentária, onde especifica em quais obras, serviços e programas vai investiver os recursos públicos no ano que vem. A maior fatia do bolo da receita será direcionado para a saúde: R$ 39,3 milhões. A educação vem logo a seguir, com a destinação de R$ 36,1 milhões. Estes dois setores recebem verbas do município, do Estado e da União. A Câmara de Vereadores deve ter R$ 5,7 milhões em 2007.

O prefeito e o seu secretário de Planejamento, Irineu Schneider, que participou da entrega da LDO ao presidente da Câmara de Vereadores, Osvaldo Schmidt. A receita prevista é de R$145.059.124,07, enumeraram algumas das ações programadas para 2007, como a reengenharia do trânsito urbano; a pavimentação de ruas; implantação de redes hídricas no interior; ampliação de escolas municipais de ensino fundamental; canalização ou cobertura de dez arroios e sangas; e investimentos em 750 lotes populares nos núcleos habitacionais Santa Maria e Mãe de Deus.



Escrito por José Carlos Ferreira às 15h41
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Rápidas

Ontem ouvia o secretário estadual do Meio Ambiente, Cláudio Dilda, comentar sobre a tragédia ecológica no Rio dos Sinos. Disse ele que a educação ambiental e a fiscalização rigorosa, com aplicação de multas exemplares aos agressores, deveriam andar juntas, no mesmo passo. Mas não é o que acontece, reconhece Dilda. No caso da Bacia do Sinos, por exemplo, os poluidores são bem conhecidos, mas a falta de recursos para fiscalizar e até a pressão política para que ela seja contida em certos casos acabam por punir o meio ambiente e a população. Lamentável.

Pede-se para que a comunidade denuncie os ataques ambientais. Mas, como pretender que alguém denuncie, por exemplo, o poluidor que é o empregador do seu filho, quando é o emprego deste que passará a estar em risco? E, assim, ficam impunes os maus empresários, que burlam todo tipo de lei, seja ambiental, trabalhista ou fiscal. É contra estes que cabe, sim, o rigor da ação policial do Estado, com as suas devidas conseqüências.

O debate da TVCom entre os candidatos ao governo do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB) e Olívio Dutra (PT), será neste domingo, 15. O programa estava marcado para a última terça-feira, mas foi postergado a pedido da tucana e teve a concordância do petista. Yeda alegou que teria um encontro com o presidenciável Geraldo Alckmin naquele dia. A TVCom informa que o debate não terá a participação do público.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, deve visitar o Rio Grande do Sul no próximo dia 21. A informação foi divulgada pela assessoria dele no Estado. De acordo com o coordenador político da campanha gaúcha, Miguel Rossetto, a intenção é que nesta data o presidente visite as regiões Metropolitana e Serrana. As cidades e os detalhes das agendas ainda não foram definidos.



Escrito por José Carlos Ferreira às 15h40
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Um returno com mais clareza de idéias

A semana pós-primeiro turno das eleições foi repleta de tentativas de explicação para o comportamento dos eleitores, que surpreendeu a muita gente. O mais interessante é que alguns argumentos, que antes de 1º de outubro eram utilizados para justificar os índices que surgiam nas pesquisas de intenção de voto, depois passaram a explicar números completamente diferentes emanados das urnas. Vai entender o que se passa na mente de cada eleitor né?

O fato é que se está diante de um segundo cenário de uma mesma disputa. Não se trata de uma nova eleição, como se houve ou lê por aí. Primeiro e segundo turno são, sim, partes integrantes de um só processo eleitoral e como tal um é conseqüência do outro. Observações e leituras sobre os acontecimentos de um são carregadas como memória para o outro e não podem ser desprezadas nem por quem vai eleger e muito menos por quem quer ser eleito. Ou seja, não se pode menosprezar a inteligência das pessoas.

Ao menos, a disputa entre dois campos, em ambas as disputas – Governo do Estado e Presidência da República –, se torna mais clara para todos e as propostas ganham evidência. Não que elas tivessem sido esquecidas no primeiro turno, mas agora podem ser mais aprofundadas por quem propõe e melhor assimilados por quem vai ter de decidir em 29 de outubro.



Escrito por José Carlos Ferreira às 13h58
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Da cautela à neutralidade

O governador Germano Rigotto comunicou no começo desta semana, através de uma nota à imprensa, que se manterá neutro durante o segundo turno das eleições. Ou seja, não abrirá apoio a nenhum dos candidatos, seja na disputa gaúcha ou na nacional. Depois de ver o projeto de parte do PMDB de ter candidato próprio a Presidência da República, quando ele próprio era um dos pretendentes, ele não se apegou a nenhuma das candidaturas. Derrotado na eleição estadual, vai manter esta postura.

Rigotto esteve em Santa Cruz do Sul na segunda-feira que antecedeu a votação em primeiro turno. Era a reta final da campanha, quando ele realizou uma série de reuniões regionais pelo Rio Grande todo. No Corinthians, em conversa com este colunista, Rigotto preferiu a cautela ao falar sobre um eventual segundo turno. Disse que primeiro era necessário vencer a rodada de votos do dia 1º de outubro. Contrariava, naquele momento, as pesquisas que o colocavam no returno da eleição e continha a euforia que já era evidente em muitos dos seus apoiadores. Estava com a razão e, para sua infelicidade, viu os oponentes atropelarem no final.



Escrito por José Carlos Ferreira às 13h57
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Tucanos se estranham no ninho

O PSDB de Santa Cruz do Sul está no governo de Santa Cruz do Sul, mas ainda luta para se consolidar com um partido, quer dizer, como uma parte coesa e equilibrada do bolo político. Os dois candidatos tucanos na proporcional, Alceu Crestani (federal) e Elton Griebeler (estadual), não conseguiram se eleger, o que é normal em uma eleição concorrida como são as para os parlamentos. Mas parece que o partido ainda não aprendeu a lidar com os balanços da nau política e dá sinais externos de desentendimentos que podem lhe custar caro no futuro mais próximo.

É bom lembrar que a gestão atual se encerra dentro de menos de dois anos e dois meses. Há um projeto partidário de seqüência na condução do município?



Escrito por José Carlos Ferreira às 13h57
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Rápidas

Líder do governo na Câmara, Wilson Kniphoff da Cruz criticou da tribuna a direção municipal do PSDB e o próprio Executivo pelo desempenho de Crestani e Griebeler nas eleições. A direção municipal porque teria sido omissa e o prefeito José Alberto Wenzel e outros tucanos do governo por uma participação ostensiva tímida na campanhas dos candidatos da partido. Para Kniphoff, faltaram estrutura e ação partidária em prol dos candidatos

Candidato Olívio Dutra, do PT, diz que no segundo turno há dois campos em disputa pelo Governo do Estado: o dele e o da adversária. Até, a maior obviedade. Ao campo dele, denomina de popular e democrático. O outro campo, então, seria o contrário disso?

Militantes e simpatizantes das candidaturas de Olívio Dutra, Jussara Cony e Lula de todo o Vale do Rio Pardo reúnem-se amanhã em Santa Cruz do Sul. O encontro vai ocorrer na sede municipal do Partido dos Trabalhadores e se inicia às 14 horas. Trata-se de uma Plenária de avaliação do primeiro turno, para montagem de estratégias e mobilização da militância com vista ao segundo turno.

Em Santa Cruz do Sul, a plenária do PT municipal ocorrerá no domingo, 8, a partir das 17 horas, igualmente na sede do partido. A finalidade do encontro, segundo os coordenadores, é afinar o discurso dos petistas, a fim de solidificar a votação atingida por Lula e Olívio no município e aumentar as adesões dos santa-cruzenses às propostas da aliança.



Escrito por José Carlos Ferreira às 13h57
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