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A eleição municipal na rua
A eleição municipal do ano que vem já está na rua, faltando pouco mais de um ano e cinco meses para a votação. Para a Prefeitura de Santa Cruz do Sul, três candidatos já são conhecidos e há pelo menos outros três partidos que prometem colocar seus representantes na corrida. Inclusive, um deles deve ser anunciado hoje à noite na festa de aniversário do deputado federal Sérgio Moraes, do PTB, que deseja uma união com PSB e PT, cujos presidentes, Ademar Antunes da Costa e Olgário Vogt, também admitem essa aproximação.
Já despontaram as pré-candidaturas do ex-reitor Luiz Augusto Costa a Campis, do PT; do vereador Irton Marx, do PR; e do atual prefeito José Alberto Wenzel, do PSDB, que vai à reeleição. Ainda há o PMDB e o PDT, que se inclinam para ter candidatos próprios na cabeça de chapa, como em 2004. E, é claro, vários pretendentes à Câmara de Vereadores começam a se organizar para encarar as urnas em 2008. Ao Legislativo, a disputa será muito acirrada pelo diminuto número de cadeiras, que deve permanecer em 11.
Por tudo isso, abrevia-se o início do aquecimento para o período eleitoral e os partidos passam a aumentar a freqüência das conversas sobre eventuais alianças. As estratégias de campanha e a previsão de gastos também já vão sendo rabiscadas pelos dirigentes partidários, mesmo que muitas siglas terão, ainda em 2007, a renovação de seus comandos.
Até 5 de outubro do ano que vem, portanto, o eleitorado santa-cruzense vai ter muito o que observar a fim de realizar as suas escolhas. Desde as ações de quem possui mandato e vai se lançar ao julgamento das urnas até os movimentos dos partidos e coligações com suas proposições para a comunidade.
Na política, 2008 já chegou.
Escrito por José Carlos Ferreira às 12h40
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Irton segue vereador e candidato
O PDT ensaiou uma tentativa de requerer a cadeira do vereador Irton Marx, mas recuou por enquanto. Marx elegeu-se pelo PDT em coligação com o PL em 2004. Durante o mandato, deixou o PDT e passou para o PL, que este ano foi sucedido pelo PR. Baseado na interpretação do Tribunal Superior Eleitoral, pela qual o mandato pertence ao partido ou à coligação, os trabalhistas estimavam retomar a cadeira na Câmara de Santa Cruz com o suplente Airton José da Silva. Mas, segundo o presidente Bruno Faller, o partido vai aguardar a manifestação do Supremo Tribunal Federal, já que trata-se de assunto da esfera constitucional.
Enquanto isso, o presidente do PR, Joel Leopold, comemora o fato de o diretório da sigla ter escolhido Irton Marx como candidato à Prefeitura em 2008. O PR deve ter a companhia do PTdoB, mas vai buscar outros parceiros para a empreitada.
Escrito por José Carlos Ferreira às 12h39
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Feijó leva denúncias contra Lemos à AL
Na Assembléia Legislativa, durante mais de duas horas, ontem, o vice-governador Paulo Feijó (DEM) foi ouvido pela Comissão de Serviços Públicos, presidida pela deputada Stela Farias (PT), sobre denúncias feitas em relação à administração do Banrisul.
Feijó disse que suas informações, compiladas em um dossiê, servem para contribuir com o debate sobre a gestão do presidente Fernando Lemos, um desafeto seu. O vice da governadora Yeda Crusius (PSDB) disse que, desde 2004, quando presidiu a Federasul, tem recebido denúncias de pessoas ligadas ao banco.
Ele garantiu que repassou todos os dados ao Ministério Público, ao Tribunal de Contas e à Casa Civil do Governo do Estado, e reclamou que Yeda ainda não o recebeu para tratar desse assunto. Entre as denúncias estão as de que o presidente do Banrisul, que está no cargo desde o governo de Germano Rigotto (PMDB), autorizou a concessão de dez empréstimos a uma empresa de Vacaria sem que esta tivesse quitado a primeira operação; e o financiamento a um banco privado no valor de R$ 100 milhões, o dobro do patrimônio declarado da instituição financeira.
Fernando Lemos disse ontem, depois do debate, que Feijó não sabe do que fala e que o Banrisul é uma instituição sólida, cujos resultados positivos crescem a cada ano, tendo R$ 1,450 bilhão de patrimônio líquido. Segundo o presidente, as decisões do banco são por um grupo de gestão.
Escrito por José Carlos Ferreira às 12h39
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Edson Brum pede cautela
"A Assembléia não pode ser irresponsável de aceitar denúncias vazias e documentos não assinados" alertou o líder da bancada do PMDB, deputado Edson Brum, durante o encaminhamento às medidas a serem tomadas pela Casa sobre as informações do vice-governador Paulo Feijó. Brum ressaltou que é necessário um cuidado muito grande quanto as atitudes que serão tomadas pelo Legislativo. "Se dermos atenção aos documentos apócrifos entregues pelo vice-governador, que não assume as denúncias que está fazendo, isso pode abrir precedente muito sério neste Parlamento", advertiu.
Escrito por José Carlos Ferreira às 12h38
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Trecho da RST 471 vai ser concluído
O prefeito José Alberto Wenzel (PSDB), que preside a comissão regional de municípios pela continuidade das obras da RST 471, recebeu do Governo do Estado a confirmação do lançamento do edital para o asfaltamento de 700 metros e construção de uma ponte na rodovia no trecho de Encruzilhada do Sul. O documento será assinado na quarta-feira, 2 de maio, às 10 horas, pela governadora Yeda Crusius (PSDB).
Esta semana, Wenzel e seu colega de Encruzilhada, Artigas Silveira (PP), percorreram o trecho na localidade de Abranjo. Como o tucano havia antecipado na reunião da Associação dos Municípios do Vale do Rio Pardo na semana passada, a obra vai custar R$ 12 milhões e reduzirá em 110 quilômetros a distância entre Santa Cruz do Sul e o porto de Rio Grande.
Escrito por José Carlos Ferreira às 12h37
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Rápidas
Em nota, a governadora Yeda Crusius qualificou de irresponsável o seu vice, Paulo Feijó, pelo episódio das denúncias contra o presidente do Banrisul, Fernando Lemos, feitas ontem na Assembléia Legislativa. Para Yeda, é lamentável que Feijó associe diferenças pessoais em relação a Lemos com o exercício da função de vice-governador. Ela confirmou que recebeu o dossiê entregue por Feijó aos deputados ontem, mas espera que o vice apresente as provas que sustentem as suas alegações.
Dentro do PSDB, ninguém esconde o desejo de ver Feijó renunciar ao cargo. Mas, o vice tem o respaldo do seu partido, o Democratas (DEM, o ex-PFL). A convivência entre tucanos e democratas no Governo do Estado só piora, e os respingos podem causar desconfortos em outras esferas. Aliados em Santa Cruz há muito tempo, PSDB e DEM locais tratam de evitar essa contaminação.
Fundação Estadual de Proteção Ambiental, presidida pelo santa-cruzense Irineu Schneider, sofreu novo bombardeio esta semana na Assembléia Legislativa por conta do estoque de 12 mil processos de licenciamento que seguram a instalação de novos empreendimentos. Tem gente no parlamento que não sabe ou esquece que o governo Germano Rigotto recebeu do anterior, de Olívio Dutra, um estoque de 23 mil pedidos de licenças ambientais.
Escrito por José Carlos Ferreira às 12h36
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Sem o PDT e com nervosos no ninho
A saída do PDT do governo de Yeda Crusius era mais do que esperada depois do tumulto em que se transformou a relação da governadora com o ex-secretário estadual da Segurança, deputado federal Ênio Bacci. A maioria esmagadora dos pedetistas que votam no Diretório Estadual votou pelo desembarque da coalizão governista e a passagem para o lado da oposição. Até mesmo o presidente nacional da sigla, Carlos Lupi, ministro do Trabalho, foi a Porto Alegre na noite de segunda-feira para avalizar a decisão e dar um aceno de aprovação, também, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT.
Houve quem comemorou o fato do PDT sair do governo Yeda como se fosse uma resposta à campanha vitoriosa da tucana nas urnas. Calma. A sucessão estadual ocorrerá somente em 2010. Até lá, tanta coisa haverá de acontecer, não é mesmo? Além disso, dos sete deputados trabalhistas, pelo menos quatro demonstraram disposição de dialogar com o Executivo ainda no dia em que o PDT resolveria deixar o barco. Com a sua própria experiência e a dos seus principais assessores, a governadora tem condições de buscar o apoio necessário para passar os seus projetos na Assembléia Legislativa mesmo com minoria na Casa.
Agora, Yeda trata de manter junto ao ninho os partidos que permanecem na coalizão, em especial PMDB, PP, DEM e, sim, o PSDB da própria governadora. Todos já demonstraram insatisfações durante a transição e nesse curto período de administração, invariavelmente por conta de cargos. O DEM (Democratas), do vice-governador que não se sente governo, Paulo Feijó, é o que anda com os nervos mais à flor da pele.
Escrito por José Carlos Ferreira às 13h39
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Governo lança plano salarial, mas não fala em índice
A esperada reunião com o prefeito José Alberto Wenzel ocorreu na terça-feira passada, mas os dirigentes sindicais e de associações de servidores saíram dela ainda sem ouvir qual será o índice de reposição dos salários este ano. Se o reajustamento não poderá ultrapassar a inflação acumulada, ao menos esta informação os funcionários gostariam de ter para apresentar aos seus colegas nas assembléias. O Executivo quer levar essa discussão até agosto, quando terá uma nova avaliação sobre a arrecadação.
Contudo, Wenzel lançou uma nova idéia no encontro de terça: uma fórmula de cálculo para o reajustamento anual dos salários do funcionalismo. A equação leva em conta as previsões legais de aumento (reposição de inflação e avanços definidos no plano de carreira) mais os percentuais de ampliação da receita com tributos e cobranças de dívidas, e de redução real das despesas de custeio.
No cálculo entra também um item criado pelo Executivo que vai dar muito o que falar: o grau de satisfação do cidadão, medido em relação ao servidor público quanto a sua assiduidade, pontualidade e atendimento. É o chamado PSQT, Programa Santa-cruzense de Qualidade Total. Ou seja, pela primeira vez, o aumento do salário do funcionário vai considerar, além das perdas com a inflação, a sua produtividade e qualidade do serviço prestado à população.
Escrito por José Carlos Ferreira às 13h39
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PT quer ter mais peso

Sem surpresa o anúncio do presidente Olgário Paulo Vogt de que o PT de Santa Cruz do Sul vai repetir a candidatura do sociólogo Luiz Augusto Costa a Campis (foto) para a Prefeitura no ano que vem. O ex-reitor da Universidade de Santa Cruz do Sul somou 11.178 votos na disputa de 2004, ficando atrás do eleito José Alberto Wenzel, do PSDB, e do ex-secretário municipal da Saúde e ex-vereador, Francisco Carlão Smidt, do PMDB, e superando o então deputado estadual Osmar Severo, do PDT. Ano passado, da corrida eleitoral à Assembléia, Campis recebeu 19.609 votos em todo o Estado, sendo o 19º mais sufragado entre 48 candidatos da coligação PT-PCdoB. Em Santa Cruz do Sul, foram 9.098 votos, o quarto colocado entre 360 votados no município, ficando atrás da eleita Kelly Moraes, do PTB, do reeleito Heitor Schuch, do PSB, e da vice-prefeita Helena Hermany, do PP.
Tanto Olgário quanto Campis sabem que o PT vai precisar de aliados para chegar ao Paço Municipal da Rua Marechal Floriano e não perdem tempo. Já conversam com possíveis futuros parceiros, todos de oposição a Wenzel, inclusive o PTB do deputado federal Sérgio Moraes, o PMDB, o PDT e o PSB, partidos que têm assento e formam a maioria na Câmara de Vereadores hoje.
Escrito por José Carlos Ferreira às 13h38
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Frase mais repetida na semana:
"Nada é impossível na política". Nenhuma novidade.
Escrito por José Carlos Ferreira às 13h37
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Executiva tampão no PSDB

Na terça-feira que passou, o Diretório Municipal do PSDB de Santa Cruz do Sul efetuou a escolha da nova comissão executiva do partido. Clero Ghisleni (foto) assumiu a presidência, tendo Matthäus Swarowsky como vice-presidente; Maria Celita Scherer, secretária-geral; e Élio Cardoso Alves, tesoureiro.
O mandato desse grupo vai ser mais curto do que o normal. Na semana passada, houve a renúncia coletiva dos membros da executiva eleita em 2005 porque o presidente Ruben Quintana da Costa Filho e o vice Irineu Schneider, por compromissos pessoais e profissionais, não podiam mais exercer as funções partidárias.
Assim, até dia 19 de agosto, data prevista para a convenção municipal dos tucanos, os novos dirigentes vão ter de cuidar das costuras para a formação do Dirtetório para os próximos dois anos, começar as tratativas com vista às eleições à Prefeitura e Câmara de Vereadores no ano que vem, e defender os governos de José Alberto Wenzel e Yeda Crusius, alvos da oposição. Ou seja, não é pouca coisa para quatro meses de trabalho.
Escrito por José Carlos Ferreira às 13h36
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Rápidas
Presidente do PTB de Santa Cruz do Sul, o advogado Marco Borba confirmou ontem que o partido quer encabeçar uma chapa para disputa da Prefeitura em 2008 e apontou os nomes dos deputados Sérgio e Kelly Moraes, além do vereador Ilário Keller, como prefeiturá-veis. Em 2004, o PTB deu o vice na coligação com o PMDB.
Líder do governo na Câmara, César Antônio Cechinato fez pedido de informações sobre os gastos do Executivo com diárias. Os governantes de Santa Cruz do Sul recebem diárias para custear refeições quando viajam para fora do Estado. O prefeito tem direito a R$ 204,52; o vice, R$ 175,30; e secretário municipal, R$ 146,08. Se a viagem for para município gaúcho, recebem um adiantamento e depois são ressarcidos mediante a apresentação de notas comprovando as despesas.
Os prefeitos que marcharam sobre Brasília na semana passada gritaram para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ouvir: os municípios não aguentam mais suportar tanta transferência de responsabilidades sem receber o devido suporte financeiro para executar as obras e serviços. Não é garantido que Lula ouviu o recado. Tem governante municipal suando frio para equilibrar as contas da Prefeitura e não se afasta o risco de calotes em algumas contas. Que coisa hein!
Prefeito de Vera Cruz, Guido Hoff, oficiou ao Governo Federal e aos congressistas em Brasília: quer garantir a transferência de 10% da CPMF para os municípios. Recursos exclusivos para a saúde.
Escrito por José Carlos Ferreira às 13h35
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Do tumulto ao desafio na Segurança
Até agora são frágeis os argumentos da governadora Yeda Crusius para justificar a demissão do deputado federal Enio Bacci da Secretaria da Segurança Pública justamente quando as ações da pasta sob o seu comando eram saudadas como as mais positivas da nova administração estadual. Fica no ar a desconfiança de que as motivações são mais profundas e graves do que a soma de um punhado de boatos que circularam pela Internet, das ausências do ex-secretário a reuniões convocadas pela chefe do Executivo e de um bate-boca com um delegado pelas ondas do rádio.
Enquanto oferece esses argumentos pouco convincentes e sai em busca de um substituto para o comando da Segurança, Yeda ouve uma saraivada de críticas da oposição, de comentaristas da política e de outras áreas, e da população em enquetes e fóruns da discussão na Internet, esse mesmo canal onde teria começado o fim da Era Bacci. Menos mal que a governadora agiu rápido na busca por um novo secretário e o delegado federal José Francisco Mallmann, gaúcho de Porto Alegre, deve mesmo assumir o cargo, até porque já foi liberado para tal pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O desafio de Yeda e Mallmann será melhorar ainda mais os indicadores da área da segurança que vinham jogando os holofotes sobre Enio Bacci, sem repetir o estilo do ex-secretário. Afinal, segundo o próprio Bacci revelou na manhã de ontem, em coletiva à imprensa, a governadora lhe teria dado um puxão de orelhas quando ações da Brigada Militar e da Polícia Civil resultaram em mortes de alguns bandidos. A exposição do então secretário nesses quatro primeiros meses de governo teria sido exagerada na visão do Palácio Piratini, ainda de acordo com a manifestação do deputado do PDT.
Ao que tudo indica, o tempo vai passar, Bacci está de volta a Brasília, o PDT se tornará oposição a Yeda, e os esclarecimentos sobre esse tumulto no governo estadual vão ficar por isso mesmo. Ao menos, então, que o novo secretário de Segurança Pública demonstre que ele próprio é muito seguro, tem capacidade e vai conduzir a pasta para dar uma satisfação ainda maior à população no combate à criminalidade.
Escrito por José Carlos Ferreira às 14h47
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Oposição quer explicações de Yeda na AL
Explicações, justificativas e esclarecimentos consistentes para a crise na Segurança Pública do Estado, gerada pela demissão do secretário Enio Bacci. Estas foram as exigências feitas pela oposição na sessão plenária da Assembléia Legislativa na tarde de ontem. O deputado Adão Villaverde , do PT, chegou a advertir que, caso os esclarecimentos não aparfeçam, "estaremos na ante-sala de uma CPI da Segurança Pública". A líder da bancada do PSDB, Zilá Breitenbach, disse que, ao falar de CPI, a coerência deve ser mantida. "O governo federal faz tudo para não haver CPIs", comparou.
Escrito por José Carlos Ferreira às 14h47
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Negociação salarial difícil
Na quarta-feira, enquanto o prefeito José Alberto Wenzel viaja para São Paulo, os secretários Cláudio Hansel, da Fazenda, e Carlos Haas, da Administração, se reuniram com representantes dos servidores da Prefeitura de Santa Cruz do Sul para tratar de salários. E a notícia para os funcionários não poderia ser pior: o município não tem previsão de reajustar os vencimentos, ao menos neste momento. A queda na arrecadação e a valorização do real sobre o dólar, desfavorável à indústria fumageira exportadora, freiam qualquer tentativa de aumento, segundo argumentaram os secretários.
Os servidores ouviram uma longa exposição da situação financeira do município antes de proporem o reajuste de 10% nos salários. Porém, a não ser que ocorra uma reviravolta positiva na coluna da receita da Prefeitura, o lado da despesa não terá gastos ampliados com o pagamento de aumento salarial. Aliás, os secretários chegaram a dizer aos funcionários que seria uma irres-ponsabilidade conceder aumento na situação atual.
O presidente do Sindicato dos Professores Municipais, Gerson Aguiar, disse que saiu decepcionado da reunião. "Esperava ouvir a oferta de algum índice de reajuste, inclusive menor do que pretendemos. Mas, nada. Isso é muito triste", queixou-se ontem a este jornalista. O sindicalista, no entanto, diz que não vai desistir da reivindicação e quer conversar com o prefeito na próxima semana, a fim de obter o sinal verde para o reajuste.
A Prefeitura tem 2,1 mil funcionários de carreira, 112 cargos em comissão, 32 funções gratificadas, 141 contratos emergenciais com vencimento em maio deste ano, 231 estagiários e 151 profissionais dos programas Agentes Comunitários de Saúde e Saúde da Família. Atualmente, três cargos de secretário executivo estão vagos e não devem ser preenchidos tão cedo.
Escrito por José Carlos Ferreira às 14h45
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Mais biodiesel
O Prefeito José Alberto Wenzel participou, em São Paulo, de reunião com representantes da empresa América Latina Biotecnologia, de São José do Rio Preto, que tem projetos de implantação de usinas de biodiesel na região Centro-Oeste. No encontro, foram discutidos projetos de arranjos produtivos, tendo entre eles biodiesel, ração e biofertilzantes. Também participaram da reunião o presidente da Cooperfumos, Gilberto Tutenhagem e o ex-deputado Frei Sérgio Gorgen, do PT. A empresa garantiu interesse em investir no Vale do Rio Pardo, inclusive em parceria com a Petrobrás.
Escrito por José Carlos Ferreira às 14h44
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Rápidas
Segue firme, na Câmara Municipal, o embate entre o presidente da Casa, Ilário Keller, do PTB, e o líder do governo Wenzel, César Cechinato, do PSDB. A cada reunião, ambis renovam a discussão sobre as manifestações do presidente, que reiteradamente vai à tribuna para criticar o atual governo municipal e defender atos do anterior, de Sérgio Moraes.
Para Cechinato, a atitude de Keller escapa da tradicional cortesia com que os poderes devem se tratar. Como o presidente representa a instituição Legislativo, entende que Keller deveria abster-se de exercer o que, para o tucano, é a "liderança da oposição". O petebista se defende e diz que nada mais faz do que exercer o seu direito de avaliar e opinar sobre as ações do governo.
Esse debate vai longe, pois a eleição municipal será só em outubro do ano que vem. Até lá, muita coisa vai cruzar entre os dois lados.
O PSDB de Santa Cruz do Sul realizará reunião do seu diretório na próxima terça-feira, 17, às 18 horas, para compor uma nova Comissão Executiva. Por problemas particulares, o presidente Ruben Quintana da Costa Filho deixou o cargo e o seu vice, o advogado Irineu Schneider, está presidência da Fepam, em Porto Alegre. O novo presidente tucano deve ser o secretário municipal de Planejamento, Nelson Schwertz, até a convenção municipal de 19 de agosto.
Escrito por José Carlos Ferreira às 14h44
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O balanço é feito por vários ângulos
O começo do governo de Yeda Crusius e seus aliados vai ser esmiuçado em documentos a serem apresentados pela própria governador e por parte da oposição na próxima terça-feira. O chamado estado de graça, aquele período de cem dias em que se deixa uma nova gestão se apresentar e adotar suas primeiras ações executivas, foi observado de dentro e de fora, e as conclusões vão ser expostas na semana que vem.
A governadora vai apresentar o seu balanço dos cem dias no Palácio Piratini. O PT promete fazer o mesmo também na terça, mas em dez municípios gaúchos simultaneamente, para onde vai despachar os deputados da sua bancada na Assembléia Legislativa. Santa Cruz do Sul está fora da programação, mas o documento deve chegar aqui nos próximos dias por intermédio da executiva municipal do partido. Os petistas também vão distribuir as suas observações através de panfletos nas ruas de Porto Alegre na quarta-feira.
Na prática, o tal estado de graça de Yeda sequer existiu, pois os debates com a oposição foram acirrados e até entre a base aliada houve atritos antes mesmo do começo do governo. Mas, de todo o período, se destacam as medidas de contenção das despesas da máquina administrativa pública, que foram necessárias porém insuficientes para o equilíbrio financeiro, sendo preciso retirar dinheiro do caixa único.
A intensificação das ações ostensivas dos órgãos de segurança sobressaíram positivamente neste início de administração da tucana, ainda que muita gente não esteja contente com as freqüentes e infalíveis blitzes. Todavia, a sensação de segurança se ampliou nos últimos meses, o que deve servir de estímulo para que o governo invista ainda mais no setor. Na área da educação, a falta de professores e servidores nas escolas e o impasse na remuneração do transporte escolar foram pontos negativos que se destacaram, apesar de o governo não ter abdicado de enfrentá-los e buscar as soluções possíveis.
Esperamos, então, pela terça-feira que vem para saber o que os olhos do próprio governo e dos seus oponentes registraram nestes três primeiros meses e dez dias de administração Yeda Crusius, e o que refletiram sobre tudo isso. Porém, sejam quais forem as conclusões, o povo gaúcho precisa é de análise que apontem para a superação das dificuldades e o crescimento do Estado, e não de uma mera disputa discursiva dirigida a eleições.
Escrito por José Carlos Ferreira às 22h17
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Salário para baixo
Acabou virando conflito entre governo e oposição, a proposta do prefeito José Alberto Wenzel de reduzir o seu próprio salário e o da vice-prefeita Helena Hermany, que são os mais altos entre os executivos municipais e estadual do Rio Grande do Sul. A idéia foi remetida na forma de projeto de lei para a Câmara de Vereadores no final da semana passada e na última segunda-feira esteve nos discursos de praticamente todos os parlamenteres.
Há, no Legislativo, o entendimento predominante de que o rebaixamento dos salários do prefeito e da vice é insconstitucional. Somente para o próximo, a ser eleito em outubro do ano que vem, é que a Câmara poderia fixar valores menores do que os atuais.
Os governistas argumentam que haveria uma economia de R$ 100 mil com o abatimento de 15% no bruto e nos encargos sociais até o final da gestão em 31 de dezembro de 2008. A oposição, no entanto, entende que Wenzel e Helena usam de demagogia ao propor a redução, para ganhar a simpatia da população, em especial dos eleitores, e por isso o destino do projeto deve ser o seu arquivamento por ferir regra constitucional.
Pelo jeito, Wenzel e Helena vão ter mesmo de devolver o dinheiro do qual querem abrir mão para os cofres do município.
Escrito por José Carlos Ferreira às 22h17
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Prefeito escritor autografa no Riovale Jornal

O prefeito José Alberto Wenzel aproveitou parte da tarde de folga nesta quinta-feira para visitar o Riovale Jornal e divulgar o romance "Migalha inteira", de sua autoria e editado pelo Instituto Padre Reus. Wenzel, na foto com o diretor do jornal, André Dreher, ofereceu a obra autografada aos profissionais do Riovale em homenagem pelo Dia Nacional do Jornalista, que transcorre neste sábado, 7 de abril. Esta é a primeira incursão de Wenzel pelo gênero romance, pois já tem obras e artigos publicados em outras áreas, como a gestão dos recursos ambientais, o desenvolvimento sustentado e o desenvolvimento regional.
Escrito por José Carlos Ferreira às 22h16
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Acusados e ainda sem punição
Há exatamente um ano, era aprovado o relatório final do deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), recomendando o indiciamento de 124 pessoas pelo envolvimento no esquema operado pelo empresário Marcos Valério de Souza, o chamado mensalão ou valerioduto. Até agora, porém, ninguém foi preso e nenhum dos 40 denunciados pela Procuradoria-Geral da República, que classificou o grupo como uma "sofisticada organização criminosa", foi condenado pela Justiça. O ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, do PT, acusado de chefiar o esquema, está inelegível, mas luta para ser anistiado.
Escrito por José Carlos Ferreira às 22h15
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Rápidas
O presidente da Assembléia Legislativa, Frederico Antunes, do PP, recebeu ontem uma comitiva de Candelária, que lhe presenteou com uma cópia do projeto "Água, Tesouro de Todos Nós, Fonte de Vida". Frederico se mostrou entusiasmado com o projeto, que prevê várias atividades junto à população e nas escolas. "Existem muitam semelhanças entre este trabalho e o nosso objetivo, que é valorizar o uso racional e múltiplo das águas aqui na Assembléia Legislativa", afirmou. O presidente do Legislativo lembrou que o assunto será um dos principais itens da pauta da AL ao longo de 2007.
O governo federal quer abrir a Estados e municípios a possibilidade de aderir ao mesmo fundo de pensão que será criado para os servidores da União. O objetivo é ganhar escala. A hipótese está prevista na minuta do projeto de lei que autoriza a criação da entidade, chamada Funpresp, e destina R$ 50 milhões para sua estruturação.
O regime atual é de repartição simples: o que a União arrecada em contribuições dos ativos serve para custear as aposentadorias dos inativos. O regime novo será de capitalização. Em vez de financiadas pelos que ainda estiverem trabalhando, as aposentadorias pagas pelo Funpresp serão resultado da poupança individual feita por cada servidor.
O Dia do Jornalista é 7 de abril. Portanto, este colunista se congratula com todos os colegas, da ativa, inativos e que estão a caminho de ingressar na profissão, com o compromisso de ser cada dia mais fiel aos princípios dela. Felicidades a todos!
Escrito por José Carlos Ferreira às 22h15
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